Quem é você?

 

Pergunta filosófica por excelência, e uma das mais difíceis de serem respondidas, talvez, tanto quanto "o que é a vida?" e "o que vem depois da morte?".

Quem é você?

Quem define a sua vida? É você? Seu pai? Sua mãe? Um artista? Um amigo? Alguém bem sucedido? Ou é você mesmo? Como saber o quanto de você tem em você mesmo? E como saber se estas pessoas são de fato modelo de alguma coisa realmente positiva, além do que elas exibem?

Você é aquilo que mais teme?

As pessoas incluídas no seu gabarito ou você incluído no gabarito delas, faz com que a vida fique mais fácil, fique menos infeliz, afinal, serão menos perguntas suas a serem respondidas, menos preocupações, porém, você será uma pessoa mais opaca, com menos cor, com menos de si. Você se mediocrizou ou foi mediocrizado, ou seja, você está na média, e qual é a média? Média de quem? A média é tudo aquilo em que o outro se sente confortável e sabe que é até ali que ele pode ir, mas e você? Até onde você pode ir? Até onde você foi? Até onde você quer ir? Você aceita ser rotulado e colocado na média do outro? Por que?

Não parece contraditório que para fazer parte da verdade do status daquilo que é tido por verdadeiro na sociedade, você tenha que ser falso para si mesmo? Mas se Hobbes tem razão na frase “o que regula o laço social é o medo”, então, só nos resta mentir?

O velho “conhece-te a ti mesmo e conhecerás todo o Universo e os deuses, porque se o que procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum”, faz todo o sentido quando você se pergunta: afinal, quem sou eu, de fato??? Para não dizer que não citei Sartre e o seu L´être et le Néant – Essai d´Ontologie Phénoménologique, se você só sabe, se sabe que sabe, o que de fato você sabe (ou acha que sabe) sobre você?

Se o sonho é a realização de um desejo inconsciente, regido pelo princípio do prazer, qual seu “sonho? O que de fato é seu princípio de prazer? O que seu consciente anda dizendo por aí, que o seu inconsciente está gritando que não é bem assim?  

Ainda na psicanálise lacaniana Eu sou aquilo que um significante representa para outro significante”, sendo assim, eu não sou aquilo que acredito ser, e ser diferente do que (penso que) sou, depende apenas do outro, onde é no lugar do outro que se desenrola a cadeia significante que me determina e que me representa para outros significantes...  

Então, responda para si mesmo: Quem é você?

 

 

J. Fernandes

Os Testes de Internet


Mais uma vez citando Umberto Eco, "As redes sociais deram voz a uma legião de imbecis", ou "As redes sociais deram o direito à palavra a legiões de imbecis que, antes, só falavam nos bares, após um copo de vinho e não causavam nenhum mal para a coletividade". O que pode perfeitamente servir para mim. Claro que sim, agradar a todos é uma ilusão.

A internet é a maior produtora de especialistas de 1 minuto que se tem notícia. Basta acessar o Youtube, o Wikipedia, ou digitar no Google "como fazer". Neles você pode aprender de tudo, pode se formar em tudo. Especialistas não faltam neles, desde professores de Deus, mestres em assuntos diversos, humoristas geniais, pensadores estupendos, e não deixando de lado, algumas pessoas sérias, que são logicamente, menos famosas...

Os testes de internet que determinam traços, criam fórmulas, melhoram o ser humano são uma benção à parte. Apenas um exemplo, para não te matar de tédio. O teste do psicopata. Um teste de internet que determina se você é ou não um psicopata. Resumidamente:

Uma mulher e sua irmã vão ao velório da mãe. Lá, a mulher conhece um homem e se apaixona por ele, mas se esquece de obter seu contato. Pouco depois a mulher mata a irmã. Por que?

Porque ela quer reencontrar o cara! Se você concluiu isso, parabéns, você é um psicopata! Ou, você tem uma inteligência, no mínimo, mediana e pensou: O homem veio ao enterro da minha mãe, significa que ele a conhecia, logo, se eu matar minha irmã, por conhecê-la, ele virá ao enterro dela e eu o verei novamente. Nesse racicíonio lógico e nada mágico ou doentio, se encontra apenas uma lógica simples. Mas o teste afirma que você é um psicopata!

Um psicopata é alguém (resumidamente) que sofre de um distúrbio mental grave em que  apresenta comportamentos antissociais e amorais sem demonstração de arrependimento ou remorso, além de incapacidade para amar e se relacionar com outras pessoas com laços afetivos profundos, egocentrismo extremo e incapacidade de aprender com a experiência. 

Então, a pergunta que fica é: 

Para que estudar 5 anos de psicologia ou 8 de psiquiatria, para poder (entre outras coisas) traçar um perfil psicológico e comportamental de alguém, se um simples teste pode fazer isso? Ou seja, psicólogos e psiquiatras são inúteis!!!

Testes como: qual o seu tipo de personalidade, 5 perguntas para determinar se você sabe amar, você é feliz?, o que seu incosciente diz sobre você, aqui entra o trabalho de outro inútil: o psicanalista...

Concluindo: Umberto Eco é também um imbecil. Os verdadeiros gênios são os que através de seus videos, textos, fotos e testes, nos proporcionam mais sabedoria e um mundo melhor. As vezes, não ter conhecimento a respeito de um determinado assunto é melhor do que te-lo de maneira equivocada pela má infomação, ou como disse Francis Bacon, outro imbecil, pois agora ele está na net "A ignorância é uma benção". 


J. Fernandes

O Rádio no mundo pós moderno


 

Que o mundo pós moderno trouxe enormes e significativas mudanças em todas as áreas todo mundo sabe. A velocidade das coisas, a descartabilidade, a novidade que dura alguns dias ou pouca horas, o aumento da expectativa de vida, dois e/ou três empregos e profissões; tudo isso afeta de maneira mais direta, aquele que veio do mundo moderno e para o jovem do pós moderno é apenas normal.

Com tudo isso, naturalmente os veículos de comunicação mudaram e muito. Para falar apenas de um, o rádio, ele foi o que mais sentiu/mudou. Além da TV, ele tem os pen drives no carro, mp3 de celulares, e a sua maior e mais letal concorrente: a internet.

Na internet temos os sites de música, o Youtube, as rádios web, que curiosamente fazem o que as rádios FMs faziam num passado não muito remoto: tocam música!

Com todas estas mudanças o rádio convencional teve e está tendo que se adequar. Mas como se adequar, qual a estratégia, qual o formato? Falar mais? Falar menos? Tocar mais ou menos música? Uma dessas “estratégias” é o maior conteúdo informativo (entre notícias, opiniões, fofocas e muita bobagem). Ninguém mais espera um lançamento musical via rádio, para isso, tem o Youtube. As notícias na hora do acontecido, tem os canais de TV 24 horas notícias. E os locutores figuras/celebridades foram para as rádios populares, e com muita ressalva e pouco tempo para seus shows solo.

Uma rádio web que mantinha locutores no formato FM há pouco tempo dispensou seu time para contratar em seu lugar: youtubers! Como os jovens ditam regra, e youtubers falam diretamente para eles, pois há a identificação, isso pode ser um acerto ou um tiro no pé.

Já assisti entrevistas de youtubers na TV, e também ouvi algumas no rádio onde toda a sacada, humor inteligente, citações de pensadores, e etc, simplesmente sumiram. Mas por que? Porque quando eu gravo seguindo um roteiro duas ou três horas e depois edito e transformo tudo em 20 minutos eu realmente posso parecer um fenômeno. O mesmo caso de alguns comediantes de stand-up não renderem em uma entrevista.

Mas como os jovens se cansam rápido das coisas, pode ser um tiro no pé... Mas se for um acerto, pode ser uma tendência que sai da web e vai para as rádios convencionais. Como já aconteceu anteriormente nos anos 90, onde um "visionário" coordenador artístico deu um “cala boca” nos locutores e a partir daí, na Transamérica só se falava o nome da música, slogan e hora certa, e um monte de locutores que falavam todos no mesmo lugar (mesma entonação, mesmas coisas, e quase a mesma voz); ou nos 2000 com artistas de TV apresentando programas, pode ser que esta façanha (a de mudar tudo) aconteça novamente! Sim, pois esse formato foi seguido por muitas rádios no Brasil.

Esse modelo de rádio musical dos dias de hoje, possivelmente durará (por mais um tempo) com as rádios populares, por razões óbvias.

Talvez no futuro, o locutor (o profissional) seja apenas o que gravará comerciais e vinhetas, pois a apresentação de programas de rádio, será feita por qualquer um "descolado" que saiba falar, não importando se ele sabe - de fato - falar, se tenha voz ou técnica, o importante é apenas falar, mesmo que não se diga nada, porque quando se está No Ar, é preciso preencher o vazio.

 

 

J. Fernandes

ORGULHO

 

Quando o orgulho é apenas um mecanismo de distanciamento do erro e "valorização" de si, talvez justifique uma utilidade inteligente.

Mas quando ele te torna um solitário, então é apenas a vaidade te cercando com o escudo da idiotice original...


J. Fernandes

Independência (?)

 

Hoje somos independentes! Mas nossa independência é apenas um paradoxo do nosso tempo, pois somos a cada dia mais independentes do outro, podemos simplesmente "se bastar", porém, somos totalmente dependentes desse mesmo outro, para que a nossa singularidade seja válida ou assistida (aplaudida)... Enquanto nos vangloriamos da nossa liberdade, inteligência, modernidade, e afins, precisamos do aplauso do outro para que tudo isso tenha um significado para nós!

 

No mundo de redes sociais que facilitam nossa independência e fortificam nossa individualidade, somos unidos em nossa solidão. Ou se preferir, somos solitários e juntos ao mesmo tempo...

 

Podemos mesmo ser mais independentes hoje, mas será que estamos mesmo no controle dessa independência? Ou será que somos controlados por ela?

 

O controle exercido pelo maior sempre estará presente na vida do menor. E a excelência na arte em controlar, está em fazer com que o menor acredite que (ele) está de fato no controle...

 

 

 

J. Fernandes  

Quando você insiste em dizer a mesma coisa para que o outro acredite, é porque você mesmo precisa (desesperadamente) acreditar na coisa em que está insistindo em dizer...


J. Fernandes

A PROFISSÃO DO MOMENTO

 

Ela está nos filmes, novelas, seriados, na conversa de bar, ela é a mais querida, desejada, entendida por muitos, ela é a profissão do momento, senhoras e senhores respeitável público, neurótico e psicótico, ela é:


- A psicanálise!



Nunca na história desse país... Não! Nunca na história da humanidade, uma profissão foi tão popular, tirando, é claro, a primeira delas, a mais entre todas, até hoje!!!

 

A figura do terapeuta, principalmente a do psicanalista, hoje em dia se tornou muito popular. Mas, por que? Porque, a figura do analista detém – em um primeiro momento -, um certo poder, um conhecimento que lhe proporciona um status de intelectual, gênio, e/ou guru! E todo mundo quer um pouco disso... Psicanaliticamente falando, é com a ajuda do conflito Ego ideal versus Ego Real, ou resumindo (bem resumido): a ânsia em ser reconhecido. Isto faz com que o sujeito crie um falso self, de preferência sendo um vencedor! É a cultura do narcisismo, moldando cidadãos... Ou, em uma leitura mais profunda comportamento movido pela patologia do vazio (em um sentido mais amplo). Porque, no fim, todo mundo quer ser admirado! Amplificação presenteada pelo mundo pós moderno.

 

Muita gente por aí usa expressões como “ato falho”, “fulano vive em negação”, “complexo de não sei o que”, “Édipo”, “Freud isso, Freud aquilo”. Sem contar os representantes oficiais de Lacan, espalhados pelo Brasil. Sempre tem um que foi o introdutor de Lacan no Brasil, e um outro que ressignificou Freud, porque viu o que ninguém viu...

 

Na internet, se encontra poucos profissionais com conhecimento de causa, e muitos, mas muitos idiotas, que mal falam o português corretamente e estão por aí em palestras, video aulas, videos motivacionais, auto ajuda, templos... Aliás, esse discursinho escroto de auto ajuda, inclusive – é exatamente o que a psicanálise não é! Psicanálise não é isso, e nem pastelaria, onde sai um de queijo e um de carne em dois minutos, mas vou falar sobre isso em outro texto.

Imbecis aos montes se dizendo lacanianos, freudianos, junguianos, bionianos, kleinianos, mas que mal sabem o básico da psicanálise. E porque isso incomoda? Porque eu, e mais um monte de gente que conheço e não conheço, passamos horas e horas lendo, estudando, assistindo palestras, para ter conhecimento de causa, chegar a excelência; para não brincar com as pessoas... Porque pessoas irão falar com o analista sobre coisas muito íntimas, muito difíceis, e não se pode brincar com isso, só para ganhar dinheiro fácil e manter um status.

Escolas duvidosas, cursos gratuitos, aulas equivocadas tem toda uma gama de idiotice que atrai o mais desavisado, onde o "professor" fala de um conceito de Freud, no meio entra Jung, passando por Bion, Adler, Abraham, Klein, com frases de Lacan, e tudo sobre Freud, escrito, dito e assinado por Freud!!! É como citar um conceito de Platão, citando na verdade um de Aristóteles. Ou citar Nietzsche, mas na verdade citar Paulo Coelho... Quem não conhece vai achar lindo e consagrar mestre o idiota. Mas em terra de cego quem tem um olho é caolho!

É preciso para qualquer coisa na vida, conhecimento de causa. Até para falar merda! Esses “profissionais” da moda deveriam investir na carreira de coach, ou de político, ou de guru. Nenhuma delas (até o momento) tem um código de ética, ou honra, ou algo do tipo. Faz-se e fala qualquer coisa com a única preocupação:

- Ganhar dinheiro!

A psicanálise não é moda, ela pode até estar na moda. Mas lembremos que moda é passageiro. Mas a dor, traumas, complexos daqueles que confiam em modistas irresponsáveis e que tornam suas vidas um caos, por causa de moda, não é nada passageiro.

 

 

J. Fernandes

Feliz o que pode conhecer as causas das coisas

 

Quando voltar no tempo for mais feliz do que viver o presente,

É preciso dar um tempo para este tempo.

Simples ou composto, Céu e Inferno já não tem diferença.

Quem é você nesta história Deus ou o Diabo?

 

Eu tirei todas as pedras do seu caminho

Mas você não viu e jogou-as em mim, enquanto mirava nos outros...

Esquecendo-se que eles se foram...

Não é cobrança. É só uma voz amarga que já foi doce.

 

Ver demais cega os olhos.

Lembranças são maldição.

Tristeza é apenas vaidade.

O amor está superado.

 

Felix qui potuit rerum cognoscere causas.

 

 

J. Fernandes

Pra que mentir?

 

Ser admirado, querido e até invejado... Afinal, por que as pessoas mentem tanto nas redes sociais e na vida real?

Parte da resposta está no começo do texto. Todo mundo quer ser querido, admirado e principalmente invejado. Ser comum e cheio de defeitos é coisa pra loser! E ninguém quer ser loser! Poucos são capazes de admirar o outro publicamente. Há uma dissonância clara entre as pessoas, e para o mentiroso é preciso reduzir essa dissonância.

Ser pior, se dar mal, errar, ser menos está fora de cogitação para o mentiroso. Um dos mecanismos de defesa aqui é o da negação. Distorcer e manipular a realidade através da mentira para se satisfazer, nem sempre pode dar bons resultados. Mas também pode ser algo relacionado com a autoestima, muitas vezes baixa!

Essa fuga da realidade para a fantasia através da mentira mostra, entre outras coisas, a fragilidade do ser humano em viver cem por cento a verdade nua e crua, já que a mesma é difícil de encarar. A mentira tira o peso, aumenta virtudes, acalma situações, inicia ou aumenta paixões, cria heróis, gera expectativas...

Para o mentiroso, na lógica de seu pensamento, quando a realidade se torna insuportável ou mesmo desagradável, procura-se um substituto menos desagradável. E nesse seu sonho acordado (delírio) a mentira é a única saída. Esse perfil revela uma pessoa - no mínimo - vaidosa de traços narcisistas. Com o devido perdão pela redundância.  

Mentira branca, mentirinha, mentira patológica são vertentes ou estilos de mentira que são a mesma coisa. Mas é bom que se lembre, que para o ser humano é natural mentir. E mentir pode ser muitas vezes uma necessidade, já que para o bom convívio com as pessoas ser sempre verdadeiro, seria um desastre!

De qualquer maneira conviver com o mentiroso, nos torna também mentirosos, por assim dizer. Já que ao contar uma mentira cabeluda na sua cara, você não vai dizer que é mentira, pelo bom convívio, você vai fazer de conta que acredita... Um rock dos 80 dizia:

"E mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira..."

 

 

JEFF Fernandes

O POLItiticaMENTE CORRETO

 

Estamos sendo vigiados! Pelo amigo, pelo parente, pelo colega de trabalho, pela polícia, pelo Satanás, pelo Big brother... E tudo que fazemos e pensamos passará pelo filtro do politicamente correto!

Que vivemos em um tempo mais chato isso é fato! Agora dizer que é um tempo mais "direito" e menos preconceituoso é muita cara de pau - no sentido de descaramento, não que essas pessoas tenham cara de penis! Por favor, não me processem!!!

O politicamente correto, que já censurou os humoristas, agora censura as marchinhas de carnaval! Sinceramente, por mim, Carnal, digo, Carnaval nem existiria, mas é uma festa popular consagrada, com valor histórico e histérico, e etc. 

Hoje, o politicamente correto vai proibir de se cantar "Maria Sapatão", mesmo muita gente gostando (há séculos) de ser de dia Maria e de noite João. "O seu cabelo não nega", onde tem negras que tem orgulho de seu cabelo, e por outro lado outras negras que o alisam, vai entender... Mas dá pra entender: é gosto e ponto! "Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é?". Não sei e não me interessa e também não deveria interessar a ninguém, mas de qualquer modo, o Zezé vai continuar sendo. E o que dizer do "ei, você ai me dá um dinheiro aí", incitação clara a prática de assalto! 

É interessante toda essa bosta de politicamente correto nas músicas, por exemplo, nos funks ( funk para mim é James Brown, é George Clinton... ) que nas letras dizem "eu vou fazer ela chupar não sei o que", "ela sentou não sei onde", "a novinha faz devagar sei lá o que", letras que tem toda uma conotação sexual explícita; que denigrem a imagem da mulher, que faz apologia ao sexo com menores, que incitam a violência, e falam todos os palavrões que existem no vocabulário "Boca Suja Popular do Brasil", são sucessos em bailes, internet e até em rádios. Mas isso, pouco importa!

Acabar com preconceitos é importante, (embora, eu ainda veja e ouça preconceituosos falando, porém, só entre os seus pares) mas tem que ser geral e não só em uma festa anual.

Quem é preconceituoso sempre vai ser, não vai mudar, pode não falar como antes, mas sempre continuará sendo. Na minha infancia cantei "atirei o pau no gato" e até hoje, eu nunca senti a menor vontade de maltratar algum gato ou qualquer outro animal. Usando a lógica do politicamente correto, quem canta "escravos de jó", será racista! E se cantar "o cravo brigou com a rosa" vai ser violento, e "adoleta" se tornará um agressor de animais em especal com o pobre do tatu?

Tudo depende da cabeça de quem interpreta. A criança pode cantar "pirulito que bate bate", "meu pintinho amarelinho cabe aqui na minha mão", "dona aranha", "upa cavalinho" e apenas gostar de cantar, enquanto algum adulto imbecil poderá pensar mil e uma pornografias. 

Quem vê "incorreção" em tudo, possivelmente é o mais sexista, racista, preconceituoso e que projeta no outro os seus preconceitos, num mecanismo que o livra do peso de seu erro transferindo-o para o outro. Mas cada um se ilude como quer.


JEFF Fernandes

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Outro - Radialista...

 
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